sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sistema Muscular

Sistema Muscular

As células musculares são chamadas fibras musculares porque são longas e estreitas.
As fibras musculares produzem contrações que movimentam as partes do corpo.
O tecido conectivo associado transporta fibras nervosas e capilares para as fibras musculares à medida que as une em feixes ou fascículos.
Os músculos também dão forma e fornecem calor ao corpo.

Tipos de músculos:
- Músculo Estriado Esquelético: movimenta os ossos em suas articulações e outras estruturas (mímica). Faz contrações fortes e rápidas.
É formado por fibras cilíndricas grandes, longas, não ramificadas e com estriações transversais. São arranjadas em feixes paralelos.
Tem núcleos múltiplos.
Sua estimulação é voluntária.
Localizam-se fixados ao esqueleto e às fáscias dos membros, a parede corporal e à cabeça e pescoço.
- Músculo Estriado Cardíaco: forma a maior parte das paredes do coração e partes adjacentes dos grandes vasos.
É formado por fibras mais curtas, ramificadas e anastomosadas com estriações transversas, correndo paralelas e unidas por junções complexas (discos intercalados), núcleo único e central.
Sua estimulação é involuntária, sua contração é rítmica, forte, rápida e contínua.
Age para bombear o sangue do coração.
- Músculo Liso: forma parte das paredes da maioria dos vasos e órgãos ocos. Movimenta substâncias através das vísceras, como o intestino e controla o movimento dos vasos sangüíneos.
É formado por fibras fusiformes, simples ou aglomeradas, pequenas, sem estriações, de núcleo único e central.
É de estimulação involuntária, de contração fraca, lenta, rítmica ou tônica sustentada.
Age principalmente para impelir substâncias (peristalsia) e para restringir o fluxo (vasoconstricção).
É encontrado nas paredes das vísceras ocas e vasos sangüíneos, fixados aos folículos pilosos da pele (músculo eretor dos pêlos).

Músculo Esquelético:
A maioria dos músculos esqueléticos está fixada, direta ou indiretamente, nos ossos através de tendões, cartilagens, ligamentos, fáscias ou alguma combinação destas estruturas.
Alguns músculos esqueléticos estão fixados a órgãos (bulbo dos olhos), à pele (músculos da face) e à túnica mucosa (músculos intrínsecos da língua).
As fixações dos músculos são comumente descritas como origem e inserção. A origem normalmente é a extremidade proximal do músculo, que permanece fixa durante a contração muscular. E a inserção geralmente é a extremidade distal do músculo, que é móvel. Alguns músculos podem agir em ambas as direções sob circunstâncias diferentes.
As músculos esqueléticos produzem o movimento do esqueleto e de outras partes. São voluntários porque muitos deles podem ser controlados à vontade, embora algumas de suas ações seja automática (por exemplo: o diafragma se contrai automaticamente apesar de poder ser controlado voluntariamente).
Produzem movimento por encurtamento (eles puxam, nunca empurram). Contudo, certos fenômenos tiram proveito de toda a expansão dos ventres musculares durante a contração (por exemplo: o estalido dos ouvidos para equilibrar a pressão do ar e a bomba músculo-venosa).
A parte “carnuda” é o ventre do músculo. Alguns músculos são completamente carnudos, mas a maioria possui tendões que se fixam nos ossos.
O comprimento do músculo é a distância entre suas fixações ósseas.
Alguns tendões formam lâminas planas, ou aponeuroses, que fixam um músculo no outro.
Os músculos esqueléticos podem ser classificados de acordo com sua forma:
- músculo plano: com fibras paralelas freqüentemente possuindo uma aponeurose (exemplo: músculo oblíquo externo do abdome).
- músculo peniforme: são em forma de pena, podendo ser uni, bi ou multipeniforme, como o músculo deltóide.
- músculo fusiforme: é em forma de fuso (o ventre é grosso e arredondado, e as extremidades são afiladas), como por exemplo, o bíceps braquial.
- músculo quadrado: possui quatro lados iguais, como por exemplo, o pronador quadrado.
- músculo circular ou esfinctérico: envolve uma abertura ou orifício do corpo, comprimindo-a quando contraído (exemplo: músculo orbicular do olho).
A unidade estrutural de um músculo é uma fibra muscular. Uma unidade motora é a unidade funcional que consiste em um neurônio motor e as fibras musculares que ele controla. Quando um impulso nervoso alcança um neurônio motor na medula espinhal, um outro impulso é iniciado, levando todas as fibras musculares supridas por aquela unidade motora a se contraírem simultaneamente. A quantidade de fibras musculares varia de acordo com o tamanho e a função do músculo.
Os movimentos resultam da ativação de um número crescente de unidades motoras. Durante os movimentos do corpo, os músculos principais são colocados em ação.
Agonistas são os músculos principais que ativam um movimento específico do corpo, se contraindo ativamente para produzir o movimento desejado.
Antagonistas são os músculos que se opõem à ação dos agonistas. Quando um agonista se contrai, o antagonista se relaxa.
Sinergistas são os músculos que impedem o movimento da articulação interposta quando um agonista passa por cima de mais de uma articulação. Eles complementam a ação dos agonistas.
Fixadores fixam as partes proximais de um membro enquanto os movimento estão ocorrendo nas partes distais.
O mesmo músculo pode atuar como agonista, antagonista, sinergista ou fixador, sob situações diferentes (não ao mesmo tempo).

Músculo de ação rápida: é aquele cuja tração atua normalmente ao longo da linha dos ossos aos quais está fixado e emprega a maior parte de sua força para manter o contato entre as faces articulares da articulação que cruza (exemplo: braquiorrdial).
Músculo de impulsão: é aquele que está posicionado mais transversalmente ao osso que ele movimenta, sendo capaz de movimentar rápido e eficientemente (exemplo: bíceps braquial).

Músculo Cardíaco:
Forma o miocárdio, as paredes da aorta, a veia pulmonar e a veia cava superior.
Faz contrações involuntárias. A freqüência cardíaca é controlada intrinsecamente por um marcapasso composto de fibras musculares cardíacas especiais, que são influenciadas pelo sistema nervoso autônomo.
As fibras musculares cardíacas são cadeias de células musculares cardíacas unidas ponta a ponta por junções celulares.
É estriado. As estriações são atravessadas em intervalos por discos intercalados. A maioria de suas células tem um único núcleo.

Músculo Liso:
Ausência de estriações.
Forma a parede da maioria dos vasos sangüíneos e a parte muscular da parede do trato digestivo. Está presente na pele (músculos eretores do pêlo) e no bulbo do olho.
É inervado pelo SNA, por tanto, é involuntário.
Sofrem contrações rítmicas (ondas peristálticas). Esse processo (peristalsia) impulsiona os conteúdos ao longo das estruturas tubulares.

Túnel do Carpo
Túnel do carpo é um canal formado pela proeminência anterior dos ossos carpais externos, que lhe servem de base, e um ligamento transverso, que compõe o teto do túnel.
Por esse canal, passam o nervo mediano e nove tendões responsáveis pela flexão dos dedos. O nervo mediano que vem do antebraço e passa para a mão através desse canal estreito, enerva o polegar, as duas faces do indicador e do dedo médio e a face interna do quarto dedo.
A sensibilidade e a motricidade de parte do quarto dedo e o quinto dedo são supridas pelo nervo ulnar.
A síndrome do túnel do carpo resulta da compressão do nervo mediano, e é caracterizada por dor, alterações da sensibilidade ou formigamentos no punho, geralmente associada com movimentos manuais inadequados ou repetitivos.

Canal de Guyon
O canal de Guyon é um túnel osteo-fibroso limitado pelo hamato e pisiforme. O teto é o ligamento transverso do carpo. Passam pelo canal a artéria e o nervo ulnar.
O canal de Guyon fica localizado parte proximal do punho.
Na síndrome do canal de Guyon, ocorre a compressão do nervo ulnar, devido a qualquer estreitamento de espaço ocupado pelo nervo, podendo ser relacionadas ao tipo de trabalho do indivíduo como pode ser também congênito . Os sintomas são de dor parestesias, fraqueza, intolerância ao calor, impotência funcional, garra ulnar, hipotrofia dos músculos interósseos e lumbricais.

Pata de Ganso
A borda medial da tuberosidade da tíbia é denominada “pata de ganso”.
Na pata de ganso (Pes anserinus) se inserem os tendões dos músculos semitendíneo, grácil e sartório.
A tendinite da pata de ganso é uma inflamação da inserção dos tendões dos músculos sartório, grácil e semitendinoso na região medial do terço proximal da tíbia. A queixa clínica é a dor , localizada no compartimento medial do joelho e percebida ao caminhar. No exame físico a dor é bem localizada e desencadeada pela compressão do local.

O cabo longo do semimembranáceo insere-se anteriormente na tíbia, passando e formando um leito ósseo, praticamente paralelo à superfície articular superior da tíbia. Este tendão também é usado nas operações de retensionamento, particularmente naquelas em que se objetiva a rotação interna da perna. Do lado medial os músculos da verdadeira pata de ganso: sartório, grácil e semitendíneo, este em 20% das vezes tem o seu tendão bifurcado na inserção tibial.

Músculos do jarrete
Os músculos do jarrete: músculo bíceps da coxa, o músculo semitendíneo e semimembranáceo.
Estes músculos são assim chamados porque se os seus tendões forem cortados, por trás do joelho, este deixa de poder se fletir impedindo o andar, ficando o paciente impotente para dar um passo tal como um “velho jarreta”.

Região Poplítea
É a região formada pelo semitendíneo, bíceps femural e o gastrocnêmio; situada atrás do joelho. Nela há o trígono poplíteo superior, formado por: músculo bíceps femural (lateralmente); e músculo semitendinoso e semimembranoso (medialmente).

O vértice do Trígono Poplíteo Superior é formado pelo Anel dos Músculos Adutores (Anel de HUNTER) que marca o nível ótimo para a amputação do membro inferior nos casos em que tal procedimento se faz necessário.
O Conteúdo do trígono poplíteo superior é:
- a bifurcação do nervo ciático, originado do plexo sacral, em ciático lateral (ou nervo fibular) e em ciático medial (ou nervo tibial);
- a artéria e veia poplíteas.

Canal dos adutores
É uma passagem longa e estreita no terço médio da coxa. Estende-se do ápice do trígono femural, onde o sartório cruza sobre o adutor longo até o hiato dos adutores, no tendão do adutor magno.
O canal dos adutores proporciona uma passagem intramuscular para artérias e veias femorais, o nervo safeno e o nervo para o vasto medial, levando os vasos femurais até a fossa poplítea, onde tornam-se vasos poplíteos.
O canal dos adutores é limitado ântero-lateralmente pelo vasto medial, posteriormente pelos adutores longo e magno e medialmente pelo sartório.

Região do trígono femoral (m. sartório, ligamento inguinal e m. adutor longo)
Trígono femural ou trígono de Scarpey
Esse trígono é delimitado por:
- Ligamento Inguinal (superiormente);
- Músculo Sartório ou Costureiro (lateralmente);
- Músculo Adutor Mediano (medialmente).
O assoalho desse trígono é formado por:
- Músculo Pectíneo (medialmente);
- Músculo Psoas-ilíaco (lateralmente).
O conteúdo desse trígono, do medial para o lateral:
- Veia Femural Comum;
- Artéria Femural Comum;
- Nervo Femural (originado do plexo lombar).

O nervo femoral faz inervação motora dos músculos da região ântero-medial da coxa, além de inervar sensitivamente a parte medial da coxa e da perna.
A veia femoral é a continuação da veia poplítea, que faz a drenagem venosa profunda do membro inferior.
Além disso, ela também recebe a veia safena magna que, juntamente com a safena parva, fazem a drenagem venosa superficial do membro inferior.
A irrigação arterial da coxa, região hipogástrica, pudenda e da perna se faz pela artéria femoral e seus ramos.

O ligamento inguinal é originário do músculo oblíquo externo ou maior do abdome, indo da espinha ilíaca antero-superior até a sínfise púbica. Com 2 orifícios:
- Óstio Lateral - Óstio Crural - por onde atravessa o VAN femural;
- Óstio Medial - por onde passa o funículo ou cordão espermático.

Bainha femoral
É um prolongamento da fáscia transversal que passa por baixo do ligamento inguinal e distingue três compartimentos. No lateral, está a artéria femoral, no médio, a veia femoral e o medial é denominado canal femoral. Este canal é o menor dos compartimentos e normalmente contém vasos linfáticos e tecido adiposo. Neste local pode haver a protrusão de vísceras da cavidade peritoneal, constituindo a hérnia femoral ou crural.

Canal dos adutores
É formado por fáscias no qual passam os vasos femorais da face anterior da coxa para a fossa poplítea. É limitado anteriormente pelo músculo sartório, ântero-medialmente pelos músculos vasto medial e fibras do adutor magno e, lateralmente, pelo músculo vasto medial. Passam pelo canal a artéria femoral, a veia femoral e o nervo safeno.

Hiato safeno
A cerca de quatro centímetros abaixo do ligamento inguinal, lateralmente ao tubérculo púbico, encontra-se uma abertura denominada de hiato safeno, pela qual passa a veia safena magna antes de desembocar na veia femoral. É preenchido por um tecido frouxo: a fáscia crivosa.

Tipos de pé - o arco longitudinal medial divide o pé em três tipos básicos:
- pé Normal;
- pé Plano ou Pé Chato;
- pé Cavo.

Esses três tipos de pé diferem no seu Podoglifo, impressão formada pela sola do pé, mostrando o arranjo do arco longitudinal medial.
O pé plano ou pé chato é a causa mais comum de genuvalgo (joelhos ficam próximos) e genuvaro (joelhos ficam afastados, dando a perna a forma de um arco).

Outra divisão para os pés se baseia no comprimento dos dois primeiros pododáctilos, e é a seguinte:
- pé Egípcio - o comprimento do hálux é maior que o do segundo pododáctilo;
- pé Grego - o comprimento do segundo dedo é maior que o do hálux;
- pé Quadrado - os comprimentos dos dois primeiros pododáctilos se equivalem, é o tipo mais comum entre os brasileiros.

As patologias mais comuns envolvendo os pés são:
Pé eqüino: houve um encurtamento do tendão de Aqüiles, fazendo com que a pessoa não encoste o calcâneo no chão ao caminhar.
Pé equinovaro: é o pé torto congênito, a pessoa apoia o dorso do pé ao caminhar.
Pé equinovalgo: a pessoa apoia-se no arco medial (parte interna do pé) ao andar.
Pé invertido ou “pé-de-papagaio”: a pessoa encosta a ponta de um pé no outro ao pisar, pois seu pé fica numa posição de inversão permanente.

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